CR Almeida

Grupo CR Almeida

A construção de uma história

A jornada do Grupo inicia-se em 1952, quando o acadêmico do curso de Engenharia Civil, Cecilio do Rego Almeida, começou a estagiar na Lysimaco da Costa & Irmão, uma das maiores construtoras do Paraná na época. Devido ao seu desempenho e habilidade, em pouco tempo ele se tornou responsável técnico das principais obras da empresa. Ao reforçar a sua paixão pela Engenharia e ao assumir o seu espírito empreendedor, Cecilio optou por investir e abrir sua própria empresa, em 1958. Nascia, assim, a Engenharia e Construções CR Almeida Ltda, primeiro empreendimento do Grupo CR Almeida. O momento para a criação da companhia não poderia ter sido melhor: o Paraná estava investindo na ampliação de sua infraestrutura e, assim, a CR Almeida iniciou as suas atividades com escopos pequenos. Vislumbrando obras maiores, a empresa utilizou como estratégia incorporar outras companhias, sendo também responsável por seus portfólios – o que tornou possível participar de processos licitatórios mais importantes. A aquisição de empreiteiras como a Sociedade de Engenharia do Paraná, Guimarães & Pierre, e Lysimaco da Costa & Irmão, trouxe o conhecimento necessário para atender a todos os requisitos das licitações da época. Com muito trabalho, visão tecnológica e empreendedorismo, a construtora foi ampliando-se e firmando-se no mercado como uma empresa sólida e inovadora.

Diversificação de mercados

Em uma das suas aquisições, a CR Almeida traria para a sua história uma mudança de rumos: quando a Aranha S/A foi incorporada, em 1969, a empresa passou a atuar no setor químico por meio da Britanite, fábrica de explosivos que havia sido criada em 1961. Essa incorporação mudou a história da Britanite, que passou a se envolver em projetos de grande visibilidade, o que a levaria a se tornar célebre nacionalmente. O reconhecimento pelas habilidades da CR Almeida Engenharia e sua forma de administração aconteceu com a sua seleção para desenvolver grandes contratos. Um projeto considerado histórico foi a construção da Estrada de Ferro Central do Paraná: com 335 km de extensão, ligando a região norte do estado ao Porto de Paranaguá, a construtora transformou em algo real o que muitos consideravam um projeto arriscado e sem perspectivas. A construção ainda foi marcada pela sinergia entre as empresas Britanite e CR Almeida, fortalecendo a atuação como grupo empresarial.

Reconhecimento e crescimento

A CR Almeida já era vista como a maior construtora do sul do país quando adquiriu o título de ser uma empresa com projeção nacional. A incorporação da Genésio Gouveia, em 1973, que era a maior companhia de pavimentação nacional, trouxe expertise para a elaboração de obras hidrelétricas. Devido a essa nova capacidade, a empresa foi responsável pela construção da Usina Hidrelétrica de São Simão, a maior usina utilizada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) – e que foi considerada um marco na engenharia de hidrelétricas no Brasil. Na época do chamado Milagre Econômico, o Brasil cresceu – e a CR Almeida também. A empresa começou a participar de processos licitatórios cada vez mais complexos, sendo a responsável por construções de grande porte como a Usina Hidrelétrica de Canoas, contratada pela Construtora Andrade Gutierrez, em São Paulo. A Britanite também acompanhou essa evolução: um dos grandes marcos foi a participação na construção da Usina de Itaipu, que era a maior obra de infraestrutura até então já realizada no Brasil. A Britanite foi responsável pelo fornecimento de mais de 70% dos explosivos utilizados para o desmonte de rochas, o que a colocou em evidência no mercado nacional. No início dos anos 80, a CR Almeida Engenharia começou a participar de construções no norte do país, indo ao encontro das iniciativas do governo brasileiro. Uma obra importante desenvolvida foi a construção de um trecho da Estrada de Ferro Carajás, que estava sendo implantada para atender à extração de minério de ferro de alto teor na Serra dos Carajás, localizada no sudeste do Pará. Mesmo sendo uma década em que o país passava por recessão, a CR Almeida conseguiu crescer e manter a sua integridade financeira, sendo inclusive reconhecida pela revista Exame na edição “Melhores e Maiores”, em 1986. A década também visualizou a expansão da Britanite por meio da sua fusão com a Ireco Incorporated – maior fábrica de explosivos da época. A empresa começou a investir mais em tecnologia e desenvolveu a linha de sistema de iniciação não elétrica Brinel, que é lembrada até hoje por sua qualidade e diversidade.

Uma nova era para o Grupo

A década de 90 foi marcada pela revitalização do Grupo CR Almeida e pela entrada de mais um negócio: concessões rodoviárias. Com a mudança da política nacional, que abriu o mercado para a concessão de serviços públicos para iniciativas privadas, o Grupo ficou responsável pela operação de um trecho da BR-277 que liga a capital paranaense ao litoral do Estado. Assim surgia a EcoRodovias, empresa do Grupo que é responsável pela administração de 1.768 km de malha rodoviária distribuídos em 7 trechos. Em 2002, a Ecovias dos Imigrantes – uma das concessões administradas pelo Grupo – inaugurou a segunda pista da Rodovia dos Imigrantes. A construção da pista descendente uniu as três áreas estratégicas do Grupo, que executaram em tempo recorde os 20 quilômetros de extensão da nova pista. Um dos focos do trabalho realizado foi o meio ambiente e, devido a adaptações que minimizaram os impactos negativos, a CR Almeida recebeu em 2004 o prêmio Panamericano de Desenvolvimento Sustentável. O ingresso do Grupo no setor logístico aconteceu em 2006, aproveitando as oportunidades criadas pela operação com as concessionárias. O primeiro empreendimento foi o Ecopátio Cubatão que passou a oferecer uma unidade logística integrada com uma série de serviços no mesmo local. Para administrar as novas unidades logísticas que foram criadas após o sucesso do Ecopátio, o Grupo criou a empresa Elog, que faz a gestão de portos secos, centros de distribuição e ecopátios.

Um desafio do futuro também é um desafio do Grupo CR Almeida

Um grande desafio que as cidades já tem enfrentado é referente à mobilidade urbana. A aposta de algumas delas têm sido o monotrilho, tipo de trem que ocupa menos espaço e permite a conexão com outros modais de transporte. O Grupo CR Almeida começou a investir nesse novo negócio em 2014 por meio da licitação para a construção e operação do Monotrilho da Linha 18, que deve atender diariamente 314 mil passageiros quando concluído. Mais uma vez, o Grupo mostra-se inovador e conectado com as necessidades e melhores oportunidades, diversificando seus negócios de maneira sustentável e capacitada.